Tecno-utopia no limite: o “Rio do Futuro” de Sergio Bernardes
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Universidad Torcuato Di Tella. Escuela de Arquitectura y Estudios Urbanos. Maestría en Historia y Cultura de la Arquitectura
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O trabalho explora uma perspectiva aberta no campo da arquitetura no Brasil nos anos 50 e 60 do século XX –num contexto complexo marcado, por um lado, pela emergência da arte e da poesia concreta, da Bossa Nova e do Cinema Novo, pela estruturação do campo do design e pela construção de Brasília, e por outro, por um tensionamento político, econômico e social que acabaria culminando no golpe militar de 1964. O foco recai, mais especificamente, sobre a obra do arquiteto carioca Sergio Bernardes (1919-2002), em cujo raciocínio projetual se reconhece um desvencilhamento crescente da orientação francesa dominante e até então praticamente hegemônica na arquitetura brasileira (pelo viés corbusieriano), em favor de uma aproximação com uma concepção de projeto mais identificada com a vertente construtiva alemã (via Max Bill e a Escola de Ulm, e por extensão, a própria Bauhaus). A abordagem da obra de Sergio Bernardes implica pensar não apenas a maneira pela qual o meio de arquitetura carioca, em particular, vivenciou o conjunto de problemas ligados à penetração da vertente construtiva no Brasil, mas também o modo como foram recebidas e elaboradas, pelo meio cultural brasileiro, as bases do projeto construtivo e os fundamentos teóricos norteadores da concepção de projeto de Max Bill -em particular, as noções de Boa Forma (gute Form) e Forma do Produto (Produktform) –na medida em que estas apresentam um novo grau de problema para a arquitetura brasileira, ao introduzir uma concepção de forma que se poderia dizer “aberta”, pois fundamentalmente aderente a uma lógica processual e, como tal, teoricamente expansível ao infinito.
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Keywords
Arquitectura, Urbanismo, Constructivismo, Architecture, Urbanism, Constructivism, Arquitetura, Planejamento urbano, Construtivismo
